domingo, julho 24, 2005

Escolhas

"Nós somos a soma das nossas decisões".

Compartilho desse ceticismo: a gente é o que escolhemos ser. O destino pouco tem a ver com isso. Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida". Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser astronauta.
Não se pode ter tudo.
No amor, a mesma coisa: prós e contras.
Escolha. Morar em Londres ou numa chácara? Ter filhos ou não? Fumar e beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.
Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, viver de poesia e dormir em hotel 5 estrelas. Ilusão.
Reavaliar decisões e trocar de caminho é necessário: ninguém é o mesmo para sempre. Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido.
A estrada é longa, mas o tempo é curto. Pressa.

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