domingo, julho 30, 2006

Episodios.


Vamos a mais alguns dos meus episodios. Joguei volei na beira da praia semana passada. Tomei banho de mar e fiquei um tempao dentro da agua. Pedi ajuda para os meus anjos da guarda, conversei comigo mesma e, enfim, fiz o que a minha consciencia estava mandando.
Cada vez mais tenho mais forte a ideia de que o acaso nao existe e que a nossa vida esta escrita, mesmo que em formato de rascunho, em alguma folha de papel qualquer. Sempre se pode passar a limpo, da maneira que se quer, mas alguma coisa ja esta escrita. Venho tentando me preocupar menos com o futuro e viver mais o presente da minha maneira, sem envolver ou machucar as pessoas que eu amo. Cada um feliz no seu mundo e no seu espaco. Tudo conspira.
Tem um bichinho de pelucia na Barnes & Noble que fica perto da casa das criancas que eu quero comprar pra um dia dar pra minha filha. O nome dele e Slumbers, mas tenho certeza de que ele vai ser chamado de alguma coisa que ela nem vai conseguir dizer direito. Levo as minhas menininhas pra ler historias na bookstore e fico namorando com esses bichinhos. A Julia tem um cachorrinho de pelucia que ela dorme agarrada desde que nasceu. Acho o maximo.
E falando em episodios, olha essa. Aniversario da Ju, fomos pra um barzinho em Venice chamado The Otheroom, bem aconchegante, som bom. Num banquinho perto da entrada conversando com uma moca loira, o Ross, que um pouco mais tarde viemos a saber que se chama David, David Schwimmer. Vai saber. Fui no banheiro e quando voltei ele estava ali, batendo papo com o pessoal que estava na mesma roda que a Mira. Cheguei com cara de intrigada e me apresentei. Ele se disse David e eu pensei - Que David, que nada! E Ross e nao tem jeito! O cara e o proprio e nao tem como negar. Perguntei o que ele tava fazendo ali:
- Eu moro em Hollywood e vim assistir a uma peca de teatro, acompanhado da minha amiga (a amiga Judy, gente boa, tava ali junto)
- Legal. E a peca estava boa?
- Nao. (com aquela cara de Ross que tudo da sempre errado) E tivemos que ficar sentados por 4 horas. Era um amigo nosso que estava atuando. (cara de triste)
- Que pena - eu disse, sem saber o que dizer, e tive que rir da cara dele.
Bem inesperado, bem divertido. Logo eu que nao to nem ai pra esse pessoal famoso que anda por aqui. Mas o Ross, caras, e o Ross. O melhor idiota da tv.
Essa noite que passou tive o maior pesadelo da minha vida, muito real, tao presente que chegou a doer. Um acidente de carro, documentos espalhados pelo chao e o meu rosto todo machucado que doia. Tinha gosto de gasolina na minha boca. Eu nao tava dirigindo, foi erro da motorista e chegando em casa eu bati nela com toda a minha forca. Pensava na minha mae, em como ela ficaria triste e batia mais na guria. Na Tv passava Rede Globo e eu chorava aos prantos. Acordei com a Mira, apavorada me chamando, e ainda chorei bem mais, mesmo acordada. Queria a minha mae, o meu irmao, o meu pai e o Poti. Que os anjinhos estejam sempre por perto. Por aqui e por ai, protegendo e guardando a todos.
Ainda, ta vazio, mas to em paz.

segunda-feira, julho 24, 2006

A Dona da Historia

Foi em Nova York que assiti a esse filme. Nevava la fora, e dentro daquela casa, calor e comidas gostosas. A mocinha do filme dança ballet e vai a passeatas, onde conhece o seu amor. Aos 18 anos ela nao tem duvida: "A vida é como um filme que a gente ve no cinema." No filme da sua vida ela nao quer ser atriz, ela quer ser pergonagem de uma grande historia - da sua historia. Ela ja esta casada e comeca a questionar os tantos "se" que ficaram pelo caminho. Em conversas consigo mesma ela revive os sonhos do passado e as possibilidades de ter sido outras personagens e seguidos outros rumos. Com isso ela experimenta o que foi, o que nao foi e o que poderia ter sido - ao lado ou longe do grande amor da sua vida.
O meu pai diz que a vida nao teria graça se soubessemos sobre o futuro. Acho que concordo. Pena que doi tanto escolher entre um caminho e outro, acreditar e desacreditar, fazer tudo errado e achar que esta certo. Escolhas, sempre elas. Queria poder acertar sempre, pra nao me fazer sofrer e nem aqueles que eu gosto, pena que isso nao existe. Nada e definitivo, ao menos isso.

sábado, julho 22, 2006

Dia do amigo



Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupilatem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim Louco e Santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo Louco. Quero os Santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo Loucos e Santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
(OSCAR WILDE)

Para aqueles que fazem ou fizeram a minha vida mais cheia de graça.
Dia do amigo é todo dia...

Email que a minha amiga Maricota mandou e eu pedi que ela publicasse aqui!
Saudades de ti, Mari.

quarta-feira, julho 19, 2006

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Aquele sofa fica a ceu aberto, com vista pra placa. E as estrelas com os nomes dos artistas ficam pela rua.

Hollywood.

Mais umas fotinhos. A tal placa gigante de Hollywood.




terça-feira, julho 18, 2006

Kodak Theatre

Visitas e visitas! Estamos recebendo a os irmaos Willig - Renatinha e Dani e a minha pequena grande amiga Ana Guerra. Estivemos no Kodak Theatre que estava sendo reformado e ficou lindo. Eu so tinha visitado o Teatro Chines, que fica ao lado, e tinha achado uma imundicie. Enfim, as fotos ficaram bem bonitas. Aqui vao as primeiras. Todo esse lugar ai e o Kodak Theatre, onde acontece o Oscar. Aqueles elefantes ali em cima sao muito lindos.





quarta-feira, julho 12, 2006

Daqui ha 10 anos.

Eu sei, devo uma resposta. E como, ja faz algum tempo, nao tenho certeza absoluta de muitas coisas que eu acredito deveria ter, vai um "brainstorm" em homenagem ao bom fim de tarde que eu tive por aqui.
Daqui ha 10 anos eu me vejo de terninho preto feito sob medida. Com uma filha, quase duas/dois, mas so se for com o meu amor. Me vejo de Mercedes ML350 preta, ultimo modelo, trocando de carro, trabalhando um monte, numa sala branca com ar condicionado forte. A minha familia vai estar por perto, mesmo que ainda morando longe, mas nao por muito tempo. Quero poder dar tudo para o meu irmao, que com certeza vai estar de branco, cuidando de alguma pessoa que vai achar ele o fisioterapeuta mais competente do mundo. Quero dar conforto pra minha mama e pro meu pai e viajens pra Disney pros meus manos pequenos. Quero ver o por do sol no mar, ter aprendido a cozinhar comidas cubanas e continuar indo pra academia. Quero ter mais certezas, mais respostas, e confiar mais em mim. Quero ter lido livros, em ingles, em portugues e nao sei ainda se prefiro frances ou italiano. Quero ter conhecido Ibiza, ter visto um por do sol em Cafe del Mar, quero continuar amando musica eletronica, porem, vou ouvir jazz nos meus momentos livres. Quero ter estudado um monte, e, de preferencia, estar envolvida em algum curso intensivo. Quero ajudar criancas carentes do Brasil e que cada uma delas passe pelo meu colo. Quero continuar com os mesmos amigos, bebendo em um lugar qualquer e relembrando momentos engracados. Quero ter um lugar que eu vou chamar de MINHA CASA. E sempre, o mais importante, quero ter a minha paz.

sexta-feira, julho 07, 2006

10 anos.

Gostaria de propor uma enquete: Como voce se ve daqui ha 10 anos?
Sim, estou perguntando e espero que me respondam. Nao me venham com piadinhas, coisas impossiveis, pois a pesquisa nao e de brincadeirinha. Hoje passei a minha aula inteira pensando nisso e me deu curiosidade de saber como as pessoas realmente se veem daqui a 10 anos. Quando eu tiver certeza da minha resposta, juro que escrevo aqui. Por favor, me respondam, nem que seja anonimo. Quero saber pessoal e profissionalmente. Coisinhas minimas ou devaneios. Ansiosa e no aguardo.

quarta-feira, julho 05, 2006

Nosotros.

Turbilhao de noticias, novidades e momentos. Vamos aos poucos.

No inicio do mes fiz um bico num evento muito legal pra EPPS - Entertainment Publicity Professionals Society. Foi uma professora gente boa que arranjou. Com isso, conheci gente de varias empresas diferentes e acabei sendo convidada pra trabalhar (voluntariamente) numa agencia de RP. Legal pra ver como funciona e pra colocar no curriculo.
Passei duas semanas com o meu menino, fazendo as nossas coisas, batendo os nossos papos, dormindo e acordando juntos. Ja e a terceira vez que ele vem me visitar e eu nao queria que ele fosse embora nunca.
O Brasil saiu da Copa, a Mira acha que foi tudo arranjado, eu nao acredito muito nisso. Acho que atleta joga com o coracao (mas posso bem estar muito enganada).
Ando com a minha cabeca cheia, mas to em paz. Quero mudar mais varias coisas em mim, quero dar bem menos bola pro dinheiro, ser bem menos apegada. Quero ser mais aberta com as pessoas, nao julgar tanto. Nunca e tarde pra ser melhor.
Domingo tive um dia cheio. Levar o Poti pro aeroporto e sempre bastante estranho, vazio, intenso. Ter e nao ter mais e tao complicado que deixa de ser. Fui ver a Mira, tomamos banho de piscina na UCLA e fomos fazer churrasco na casa de um amigo dela em Santa Monica. O lugar era muito lindo, no terraco uma piscina na altura da parede de vidro que nos separava de uma vista paradisiaca pro mar. Mar sem fim, com uma roda-gigante no meio. Conhecemos uma pessoa especial, David Foster, um produtor de musica com uma fala mansa. Fomos convidadas pra passar na casa dele, falamos de musica brasileira, de vanguarda, de mil coisas. Ate que ele sentou no piano e tocou. E eu perdi as palavras de tao bonito que foi. Apoiada no piano e nas 14 estatuetas de Grammy que ele ganhou, eu e a mira voamos. Os que estavam ali voaram.

E se um dia a gente gravasse um Cd, essa seria a capa.

sábado, julho 01, 2006


Então, é com grande orgulho que escrevo nesse blog pela primeira vez.
Há UM ANO ATRÁS eu criava um blog (hoje extinto) e a Resinha gostou da idéia e criou um pra ela também. Nos colocamos de "contributtor" uma no da outra, mas acho que nenhuma escreveu no blog da outra no fim.
Como nunca é tarde, cá estou. Feliz por ser novamente CONTRIBUINTE (ehehehe, parece coisa de imposto de renda) desse blog.
Como a Rê escreveu no último post dela, há um ano atrás a gente tava MUITO juntas.
Mesmo ela namorando, mesmo eu com meus novos amigos.
Por afinidades e momentos tão diferentes e ao mesmo tempo tão parecidos, nós estávamos muito próximas, mesmo quando em lugares diferentes.
Hoje a gente tá bem longe.
Fisicamente, é claro, e sentimentalmente talvez um pouco.
Eu amo esssa guria de montão, sei que ela também me ama.
Mas a gente tá longe...
E longe dá saudade.
E a saudade traz as lembranças boas, que são muitas. As clássicas conversas na frente da minha casa que a Rê escreveu talvez sejam também a primeira coisa que me vem à mente. As vezes que ela brigava comigo, como se fosse minha mãe, e as vezes que me puxava pra fazer as coisas (como me buscar pra malhar por exemplo) quando eu tava pra baixo. Quando ela se orgulhava das minhas conquistas e eu participava das dela (lembra a gente planejando a tua formatura?). Quando a gente ria, e COMO A GENTE RIA, meu Deus!
Uma amizade que começou sendo só festa e diversão e se tornou um laço tão forte (claro que sempre com muitas festas no meio, que é o que a gente sabe fazer de melhor né CARAS).
Amiga, tô bem aqui. Tenho feito amigos e me divertido. Falta uma parte na minha vida que são vocês, mas nem sempre se pode ter tudo né.
Te amo muito e torço por um reencontro breve, onde quer que seja.
Com carinho,
Mari.